Ao longo destes 95 anos não temos feito outra coisa senão educar para a vida, formando sujeitos da História, promovendo a formação integral do indivíduo segundo princípios evangélicos, desenvolvendo habilidades, potencialidades e competências para capacitar nossos alunos ao exercício da cidadania.
Graças ao trabalho eficiente de todas as pessoas que atuam e colaboram conosco, professores, pais de alunos e amigos, o Puríssimo tem feito trabalho significativo como Escola e instituição filantrópico-social.
Ao iniciar nosso trabalho, lançamos semente entre crianças e jovens. Hoje, passados 95 anos de entrega total em favor da infância e da juventude rio-clarense e da região, podemos colher os frutos desta semeadura, com apreço e satisfação. Quantos milhares de alunos passaram por nós e de que forma honrosa e sábia multiplicaram os saberes aqui adquiridos? É incontável.
As irmãs pioneiras traçaram o norte, estabeleceram o rumo. Certo. Criaram metas que foram aprimoradas ao longo dos anos. Seguras e ousadas. E nosso projeto de trabalho, com clara convicção, impregnou-se da filosofia de Bárbara Maix, sob a luz do Espírito Santo de Deus. Só podia mesmo dar certo.
Hoje, diante da crise por que passa a educação formal no Brasil, observar o trabalho desenvolvido no Colégio Puríssimo é agradecer a Deus e aos nossos colaboradores a correção do trabalho feito até aqui, nutrindo esperanças de que, sob esta mesma orientação, alimentada pela renovação constante a que se entregam os homens de boa vontade, os frutos sejam cada vez melhores.
Assim, o Puríssimo tem vencido todos os obstáculos. E vencerá sempre, porque não hesita diante dos problemas da vida moderna. Aceita os desafios e enfrenta-os. Renova-se.
Com um trabalho correto de reflexão e análise, avalia o educando com os olhos voltados para a utopia. Graças a isso, estabelece seu caminhar. Ou não é para isso que serve a utopia, como bem afirma Fernando Birri? Para caminhar. Nisto é que traçamos o nosso caminho, dos nossos educadores e de nossos alunos. A partir da necessidade deles, do desejo deles, de suas esperanças é que nos lançamos pelas veredas, semeando.
Na busca de uma educação democrática e solidária, vamos, sal da terra que somos, ensinando e aprendendo a denunciar e anunciar, como bem ensinou Paulo Freire. Este tem sido também o nosso compromisso histórico e, por certo, é nisto que se ampara o nosso sucesso.